‘Por mais que eu aplauda o que convencionamos chamar
de “maturidade”, no fundo acredito que somos, todos nós, crianças que cresceram
mais em estatura do que emocionalmente, crianças que foram empurradas para o
meio do palco e que precisam ter suas falas na ponta da língua, conforme foram
ensaiadas desde a primeira infância. Somos crianças que choram escondidas no
banheiro, que tomam atitudes insensatas, que dizem o que não deveriam ter dito
e que, nos momentos de desespero, gostariam de chamar um ‘adulto’ para resolver
a encrenca em nosso lugar.’
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